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Codeplan divulga estudos sobre a infância no DF
10/10/2017

Pesquisas vão contribuir para novas ações do governo dentro do programa Criança Candanga. Documentos foram apresentados em entrevista coletiva nesta segunda (9), na sede da companhia

A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) divulgou nesta segunda-feira (9), na sede da empresa pública, três estudos que norteiam a infância no Distrito Federal. O tema foi levantado a pedido da Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude para contribuir com novas ações dentro do programa Criança Candanga.
 
 
A diretora de Estudos e Políticas Sociais da Codeplan, Ana Maria Nogales Vasconcelos; o presidente da Codeplan, Lucio Rennó; e o secretário adjunto de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude, Antônio Carlos C. Filho. Foto: Renato Araújo/Agencia Brasilia
Para o secretário adjunto, Antônio Carlos C. Filho, os dados vão enriquecer o debate sobre o cuidado da criança e do adolescente. “A Codeplan é parceira nossa, e o Criança Candanga é importante para unir todos os órgãos para a melhor promoção de políticas públicas”, ressaltou.
 
Lucio Rennó, presidente da Codeplan, defendeu que, em termos de informação, o órgão tem muito para colaborar. “É um esforço do governo que a gente apoia integralmente, pensando sempre na preocupação com o futuro”, pontuou.
 
Com dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2015 e do Educacenso, os trabalhos tratam de diferentes aspectos da infância, a contar do nascimento até a adolescência.
 
Demógrafa da Codeplan, Ana Boccucci expôs um retrato dos nascidos vivos nos anos de 2000 a 2015 de mães residentes no DF. De acordo com o primeiro estudo apresentado, há uma queda nos nascimentos de crianças de 2009 a 2012.
 
A quantidade de mulheres que opta por ter o primeiro filho depois dos 30 anos aumentou. No entanto, pela questão da idade, houve uma elevação nas cesarianas. Foi constatada também uma maior procura de consultas de pré-natal nos últimos anos.
 
Segundo Ana, a intenção agora é alinhar as informações de acordo com cada região administrativa e as faixas etárias.
 
O retrato demográfico foi explorado na pesquisa As Crianças e Adolescentes do DF: um retrato a partir da Pdad 2015, exposto pela gerente de Análise da Codeplan, Lidia Cristina Barbosa.
 
Segundo a Pdad 2015, o Distrito Federal tem mais de 700 mil crianças e adolescentes, o que representa cerca de 25% da população. Em termos populacionais, a maioria dos jovens de até 18 anos está concentrada nas seguintes regiões administrativas: Fercal, Itapoã, Estrutural e Varjão. Juntas, representam mais de 31%.
 
No entanto, o volume de crianças é pequeno. Nessas quatro regiões, não passam de 30 mil. Por outro lado, Ceilândia, com uma menor proporção de crianças e adolescentes no domicílio, é a região que apresenta a maior quantidade nessa faixa etária (mais de 130 mil), seguida por Samambaia (75 mil) e Planaltina (56 mil).
 
Com a finalidade de mapear as crianças no Distrito Federal e alinhar ações para melhorar a qualidade de vida delas, a amostragem traz ainda informações sobre o acesso a saneamento básico, saúde e educação.
 
Acesso à educação pública
A pedagoga Elisete Rodrigues de Souza apresentou a pesquisa A Educação de Crianças e Adolescentes, que complementa o texto exposto pela gerente Lidia Barbosa.
 
De acordo com o estudo, a inserção de crianças de até 3 anos em creches da rede pública ainda é baixa em relação à privada. Porém, a partir da pré-escola (de 4 a 5 anos), esse quantitativo aumenta.
 
700 mil
Quantidade de crianças e adolescentes no DF, segundo a Pdad 2015
Praticamente todas as crianças do Distrito Federal, de 7 a 14 anos — período em que frequentam o ensino fundamental — estão na escola, conforme a Pdad 2015.
 
No grupo etário de 15 a 18 anos, as regiões com o menor número de jovens na escola foram: Recanto das Emas, Fercal e Itapoã.
 
As pesquisadoras que participaram da coletiva destacaram que os trabalhos divulgados hoje representam apenas um pequeno recorte sobre a infância e adolescência no DF. O intuito agora é fazer o debate crescer e estendê-lo para novos estudos relacionados a esse público.
 
EDIÇÃO: RAQUEL FLORES
Fonte: CIBELE MOREIRA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
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